24: The Game

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Quem acompanhava 24 horas no seu começo via aquilo tudo e logo pensava: e se fizessem um jogo? Com toda a certeza de que não deviam fazer um quiz tipo o de Friends, um pessoal se juntou e aí começaram a armar o que veio a ser 24: The Game, a promessa de ter tudo o que se via na série ao alcance do jogador.

Jack Bauer ou Naked Snake?

A primeira coisa a ser arrumada foi que de fato teríamos uma nova temporada dentro do jogo. Nesta época 24 Horas estava no seu auge, Lost e Heroes ainda estavam por estrear e de certa forma até demorou pra fazerem este jogo, o que foi positivo pra fazerem a coisa direito e com o tempo que fosse preciso. Chamaram toda a galera que faz a série pra fazer o jogo também, e se isso não fosse o bastante o elenco também veio de brinde pra emprestar seus rostos e vozes, até mesmo gente que aparece uma única vez e nem abre a boca.

AVISO

Quando os carros de Formula 1 aparecerem você estará numa zona com spoilers. Marque o texto entre eles para saber o que se passa.

Situado entre a segunda e a terceira temporada, o jogo mostra alguns desdobramentos da segunda temporada (mclarencomo o atentado a David Palmermclaren) e de onde vieram as novidades da terceira. Um deles, de certa forma, tentou derrubar uma fofoca: na segunda temporada, Jack começaria um romance com uma mulher chamada Kate Warner, mas a coisa não foi pra frente simplesmente porque a Fox, que produz a série, é inimiga mortal da Warner Brothers. Não foi à toa que todo o resto da família dela tinha ligação com os vilões e… de volta ao jogo: a história aqui começa com um ataque da CTU a um barco onde uns terroristas vão lançar algum tipo de veneno na água da cidade toda. Do outro lado do país, Chasey Edmunds (que surgiu na terceira temporada) descobre um plano onde vão atacar o Vice–Presidente. Eventualmente, descobrem que o grande vilão250px-petermadsen da história é um cantor terrorista chamado Paulo Ricardo Peter Madsen que quer aprontar uma cagada pra que a cidade afunde, e não é só um exagero que fiz nessa frase. De fato o plano é mclarenusar umas bombas pra provocar um grande terremoto em Los Angeles pra seguir adiante com os planos de assassinar o Governador e roubar material nuclear e aquela história de sempremclaren.

Pra toda essa onda que ficou, o sistema de jogo teria que ser altamente funcional e a saída foi que este jogo reúne vários estilos: no geral, há o jogo de ação que já vimos várias vezes; o modo direção que pega umas coisas de GTA emprestado; resolução de puzzles aqui e ali e por fim o meu preferido de todos, as missões de tortura interrogatório, cada um a ser explicado a seguir:

O jogo de ação – o típico encontrado várias vezes por aí, 24 não foge muito do esquema: ação, mira, mira manual, tiro, abaixar/levantar, ataque físico, escorar na parede, correr e rolar no chão. O que veio de novo aqui foi o comando de gritar, outra marca registrada de Jack Bauer. Em determinados momentos, como nas fases que os inimigos não são terroristas ou quando estão desarmados, um grito bem colocado faz eles se renderem e aí basta uma coronhada. Isso ajuda na pontuação no fim da fase, onde prisões valem mais do que eliminações que por sua vez destravam extras. Um ponto muito legal nisso tudo é que em algumas fases jogamos também com Tony, Chasey, Michelle e Kim Bauer. De todos, Kim mostra que não é mesmo uma garota de ação e carrega o fardo de acabar com a diversão da série até por aqui: por mais que seja iniciante ela não corre rápido, tem uma pontaria horrível, faz barulho quando anda, é fraca e o comando de voz é praticamente nulo. Só não é pior porque ela só é controlável em uma única fase.

Direção – Também sem muitas novidades, volta e meia é preciso sair de uma missão e ir até a próxima bem rápido e aí vem esse modo que é quase um clone de qualquer GTA do PS2 mas com gráficos levemente melhorados. E é só levemente mesmo porque a coisa ta bem feia, parece que só os carros controláveis ganharam um acabamento mais bonito. A cidade toda ficou muito simples em relação ao resto do jogo e, assim como na série, o trânsito sofre com uma terrível falta de gente nas ruas. Só não faz o jogo perder muitos pontos porque também são poucas as partes de direção no geral. Em tempo: nas fases de ação alguns veículos também podem ser dirigidos, tudo no melhor estilo GTA.

Puzzles: sem muitos segredos, eventualmente é preciso resolver um quebra-cabeça pra se hackear um computador ou desligar uma bomba. Uns são bem comuns e outros foram muito bem sacados, vão pedir mais de uma tentativa pra se resolver. Antes de começar, aparece uma tela com os seus comandos e o aviso de que se conseguir completar dentro de certas condições dá pra ganhar mais pontos pra se pegar os extras.

Interrogatório – Eventualmente também é preciso descobrir algumas informações, mas nem sempre querem cooperar aí já viu. O sistema aqui conta com uma barra de batimentos cardíacos: em algum lugar ficará o ponto onde o interrogado vai cooperar, e correndo pela barra está o marcador de persuasão; sempre é possível fazer 3 tipos de questionamento, um leve e amigável, um tom médio com tom forte e um extremamente puto das idéias; na ordem, um diminui, o outro mantém e o outro aumenta a persuasão; é necessário usar cada um desses tipos de questionamentos para que as duas marcas se encontrem. E é preciso cuidado porque geralmente há um limite de tempo e também de tensão que se for quebrado o interrogado tem um ataque de nervos ou desmaia e aí é retry, não tem jeito. Difícil entender? Melhor ver o vídeo:

E assim a coisa vai se desenrolar. Em termos de história, há o melhor que se pode esperar de 24 Horas com uma certa redução na violência em nome das boas vendas. Fora a trama principal, acontecem outras paralelas com muitas surpresas dignas da série (mclarenataque à base da CTU não é novidade mas sempre rende uma boa dose de tensão e bons momentos no jogomclaren), outros momentos totalmente inesperados (mclarencomo uma busca por um suspeito num prédio de periferia bem pobre cheio de traficantesmclaren) e um final com menos ação do que o esperado.

Tecnicamente falando, foi uma superprodução: como já citado, chamaram toda a galera pra fazer mais uma temporada. O elenco está todo lá, assim como a trilha sonora. Os bonecos estão muito bem feitos mas houve um pouco de descuido com os menores detalhes dos cenários, algo como “ninguém vai olhar aqui, não precisa ficar fazer detalhado”, como por exemplo a água do mar que ficou horrenda, os carros que o jogador não vai usar diretamente e o cenário da cidade no geral. A tela repartida em várias partes, uma das marcas da série, está lá e funciona muito bem, só em algumas partes o framerate cai e é bem pouco. A jogabilidade responde bem mas é muito parecida com a maioria dos jogos de ação, eu mesmo demorei pra acabar com este jogo porque comecei a jogar na mesma época The Godfather e quando trocava de jogo ficava a sensação de continuar jogando a mesma coisa por causa dos comandos serem quase todos os mesmos e aí resolvi acabar com o outro jogo primeiro, que por sua vez tem comandos iguais no 007 From Russia With Love, Everything or Nothing, Syphon Filter e, em menor escala por ser um comando pouquíssimo usado, Metal Gear Solid 3 que também comecei a jogar na época.

Mesmo com todos esses poréns na jogabilidade a coisa nunca fica parada pois os 4 estilos de jogo alternam sempre e volta e meia aparece um outro, como uma fase sniper. Cada fase cobre uma hora da temporada e muito ao contrário do que se imagina dificilmente isso vira problema. No fim das contas dá pra se divertir muito com esse jogo, com pontos extras pra quem é fã da série. A história vem cheia de surpresas que vão prender o interesse pra quem ficar mais curioso no que isso tudo vai dar, então provavelmente vai agradar a maioria das pessoas mesmo sendo um jogo mais pra médio no geral. Jogo exclusivo para Playstation 2.

Gráficos: star-color23star-color23star-color23star-halfstar-grey22
OST: star-color23star-color23star-color23star-color23star-color23
Jogabilidade: star-color23star-color23star-color23star-color23star-grey22
Gameplay: star-color23star-color23star-color23star-color23star-color23
Diversão: star-color23star-color23star-color23star-color23star-half
Geral: star-color3star-color3star-color3star-color3star-grey22

5 Responses to 24: The Game

  1. 9voltclub disse:

    Hey cambada do cosmão aqui é o Ex-PEORES, tô de FOTOLOG AGORA HAHAHAHA! ;p

    24… hum rum rum rum AAAAI SANTA!!! NONNNSSA!, nunca joguei só vi numa loja mas ignorei

  2. 9voltclub disse:

    a poropósito fiz um merchanzinho de vocês por lá ;D

  3. Matt disse:

    Google diz:

    Você quis dizer… “tô de BLOG?”

    :D

  4. Horo disse:

    OMFG eu nunca peguei nenhum jogo assim de ps2, com medo de ser ruim ç _ç

  5. lukaz disse:

    easiuesiausueuaisuiesa paulo ricardo foi otima boa a analise

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