Análise: Art of Fighting (Arcade/Neo Geo)

Game: Art of Fighting
Plataforma: Arcade/Neo Geo
Gênero: Luta
Ano: 1992
Produtora: SNK

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O ano é 1992, Street Fighter 2 está roubando a cena nos arcades e diversas empresas correm por fora tentando derrubar o poderoso lutador da Capcom. Um dos mais fortes competidores foi certamente a SNK, e Art of Fighting uma das primeiras tentativas de tomar o trono dos fighting games.

A história é a seguinte: Yuri, a irmã de Ryo Sakazaki, é raptada pela máfia local, Ryo então parte em busca dela, junto com seu amigo e rival, Robert Garcia, investigando suspeitos na famosa cidade de Southtown.

Robert é um riquinho safado

Robert é um riquinho safado

Ryo é mestre no estilo Kyokugen-Ryu Karate, motivo mais que suficiente para quebrar todo mundo que não queira colaborar com sua investigação. Robert é praticamente o mesmo lutador, com singelas diferenças nos movimentos. O jogo tem 10 personagens, mas os dois bonitões aí são os únicos lutadores selecionáveis para o modo “Story”, outros 6 estão disponíveis no modo “Versus” e os dois bosses não são selecionáveis.

Pé na boca pra aprender a colaborar

Pé na boca pra aprender a colaborar

Art of Fighting vem com algumas novidades, coisas que fizeram o game ser odiado por alguns e amado por outros. A principal diferença está numa barrinha verde abaixo do life do lutador, chamada de Spirit Meter. Esse nível baixa a cada golpe especial usado, ou se o lutador sofre uma provocação do adversário. Para recuperar esse nível, deve-se pressionar botões simultaneamente por alguns segundos, ficando vulnerável a ataques.

O poder do Neo Geo deu gráficos impressionantes para o game, para os padrões de 1992, Art of Fighting apresenta detalhes impressionantes e lutadores que ficam enormes na tela, quando próximos. Um esquema de zoom é usado quando os lutadores se afastam, um recurso bastante usado em outros jogos da SNK.

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Outro detalhe gráfico interessante é o efeito dos danos sofridos nos lutadores. Eles ficam com rostos inchados e com hematomas enormes, dependendo da pancadaria recebia em cada round. Alguns tem itens removidos, como o óculos escuros do militar John e até a blusa de King, que se rasga, dependendo do último golpe.

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King tem sua blusa rasgada, enquanto Robert ensaia uma nova forma de sentar na cadeira do restaurante

Os controles desse jogo são um tanto confusos e com certeza irritam jogadores de Street Fighter e afins. Como o game tem uma temática mais “séria” e tenta ser mais realista, os golpes são lentos e muitas vezes difíceis de encaixar na luta, o movimento do chute forte do Ryo, por exemplo, demora um pouco até ele executar todo movimento com o corpo e girar a perna na altura do rosto do adversário, mas se acerta, o dano é grande. Os lutadores também podem “chutar para trás”, quicando nas paredes do cenário para um salto mais alto e longo, embora nem todos consigam realizar essa manobra.

Chute "Van Damme" do Robert

Robert não usa meias

O game utiliza apenas três botões, um para soco, outro para chute e o terceiro para um golpe forte, se esse golpe vai ser um soco ou chute depende da distância entre os lutadores. O quarto botão serve para intimidar o adversário, sugando um pouco do seu Spirit Meter.

Vale ressaltar que o computador aqui, em qualquer nível de dificuldade, é chato e bem apelão, podendo até te deixar tonto em apenas um golpe, mais uma vez irritando a maioria dos novatos.

Test your might

Test your might

As fases de bonus aqui são bem legais, elas aparecem a cada 2 lutadores vencidos no modo 1 player. O primeiro te dá mais um pouco de life, o segundo aumenta a barra de magia, o Spirit Meter, e o terceiro te ensina uma nova e poderosa magia, o Haow-ken. Cabe a você escolher qual dos beneficios você quer adiquirir primeiro.

HAOW (respira) SHOVOUKEN!

HAOW (respira) SHOVOUKEN!

Veredito Final

Art of Fighting é um fighting bastante “jogável” ainda hoje, eu joguei bastante esse arcade na época, enquanto os outros guris se amontoavam no Street Fighter II, eu dava uma chance para os menos populares. A jogabilidade pode ser deficiente e difícil, mas a história é bem interessante e os gráficos também compensam.

Gráficos: star-color23star-color23star-color23star-color23star-color23
OST: star-color23star-color23star-color23star-color23star-grey22
Jogabilidade: star-color23star-color23star-color23star-grey22star-grey22
Gameplay: star-color23star-color23star-color23star-grey22star-grey22
Diversão: star-color23star-color23star-color23star-halfstar-grey22
Geral: star-color23star-color23star-color23star-halfstar-grey22

Sobre Matt
Em 2003 inventou de criar um fotolog de mini-resenhas de arcade (/pushstart) e acabou conhecendo um bando de problemáticos que gerou uma zine (OGZ), um blog de resnhas (FTW) e agora a fusão dos dois (OGZFTW).

6 Responses to Análise: Art of Fighting (Arcade/Neo Geo)

  1. Nesbitt disse:

    Não acho a jogabilidade deficiente, achei muito boa quando jogava no arcade, apenas era preciso se desvincilhar dos comandos de Street Fighter. Art of Fighter é um grande jogo, e atualmente sempre relembro as jogatinas…

  2. Nesbitt disse:

    “O game utiliza apenas três botões, um para soco, outro para chute e o terceiro para um golpe forte, se esse golpe vai ser um soco ou chute depende da distância entre os lutadores.”

    Aqui cabe uma pequena correção. Para o uso do golpe forte, depende de você apertar primeiro o fraco. Exemplo, se quer um golpe forte chute, aperte rapidinho antes o chute fraco, se for soco, aperte soco fraco, depende disso o golpe forte e não da distância.
    E apertando botão forte + chute fraco = chute na canela. Já apertando botão forte + soco fraco = pequeno uppercut.

    Acho que é isso! Bela resenha!

  3. SirBlack disse:

    Como não tinha um SNES,
    Art of Fighting era a solução para meu Genesis
    quando estava chovendo e não podia ir a casa de um amigo.
    Ele representa pra mim o mesmo que One Must Fall representa para o Carreirão =D

  4. Wolverine disse:

    Nunca gostei muito de jogos de luta, jovaga alguns, este não era um deles…. o pouco que joguei achei bem bacana.

    Esses fliper que tinha em buteco sempre me lembram “Cadillac and Dinossaurs”, dei uma procurada no blog mas num achei, tem post dele?

  5. Este jogo é muito massa, um dos mais injustiçados pela crítica até hoje.

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