EPIC REVIEW: SHADOW OF COLOSSUS (PS2)

Bom, nada melhor do que a minha primeira resenha como dono de um PS2 próprio (sim, comprei o meu, finalmente, após 5 anos alimentando essa vontade, peguei uma promoção bacana… é uma felicidade anacrônica, mas genuína) do que homenagear um dos melhores jogos do PlayStation 2, e porque não, DE TODOS OS TEMPOS…

O que você faria pela pessoa amada?

Este jogo apresenta os gráficos mais bonitos do console (quase unanimidade dentre as pesquisas gamísticas), junto com uma soundtrack ÉPICA, à altura do status do jogo. Os criadores de ICO, um dos games mais cult do universo PS, bolaram uma trama sensacional e original, com personagens de uma mitologia própria e cunharam uma verdadeira OBRA-PRIMA da atualidade.

Além de visualmente atraente, a atmosfera etérea e mitológica do jogo ganha ares de filme nesta obra de arte do TEAM ICO.

Antes de tudo, Shadow of Colossus é um FILME. Sim. O protagonista, chamado Wander, viaja com seu cavalo Agro até uma terra amaldiçoada em busca de uma entidade que supostamente pode trazer sua amada Mono de volta à vida, a qual foi sacrificada por causa de uma maldição. A cena de abertura do jogo mostra justamente o momento em que ele chega nesta terra proibida e adentra um santuário, onde fica um altar e, pelo caminho, ele vislumbra 16 estátuas de pedra gigantes…

O altar do Santuário... você voltará aqui muitas vezes durante o jogo.

Neste santuário, Wander encontra-se com uma entidade denominada Dormin, e pergunta a ela se há alguma maneira de trazer a alma da donzela de volta. A entidade reconhece a espada que Wander traz consigo e diz que há uma maneira de ressucitar a jovem… isso se ele conseguir destruir as 16 estátuas que selam o poder de Dormin. Wander aceita a incumbência, mesmo com Dormin avisando que o preço a se pagar por isso será muito alto. A tarefa é hercúlea: derrotar os 16 colossos espalhados nesta terra, que são encarnações das estátuas. E aí está o motor principal do jogo. NÃO HÁ INIMIGOS, APENAS BOSS BATTLES. Premissa genial, pra se dizer o mínimo.

Usando a Espada Sagrada para localizar os colossos... apenas em áreas iluminadas pelo sol, os raios convergem na lâmina da espada e dão a direção para você encontrar os colossos.

Armado de um arco e flecha, a Espada Sagrada e muita determinação, o jogador assume o papel de Wander e sai em busca dos tais seres gigantescos para cumprir sua tarefa e trazer sua amada de volta. Com seu fiel cavalo Agro para levá-lo a distâncias longínquas na terra proibida, cabe a você encontrar os colossos e destruí-los. Mas ele mal sabe o que se esconde por trás destas ações…

Seu único amigo durante a jornada... Argo enfrenta grandes distâncias e ajuda muito nas batalhas.

A graça do jogo está justamente na exploração da terra em busca dos enormes seres, passando pelos mais diferentes terrenos. Você pode até se perder durante o processo de procurar por eles, mas um mapa da região ajuda (se bem que não é muito detalhado…). No mapa ficam marcados os colossos que você derrota e os altares onde você pode salvar o jogo e recuperar energia.

O mapa é propositalmente rústico e não indica exatamente a localização dos colossos, o que aumenta o desafio de encontrar os exatos campos de batalha. Os colossos só aparecem no mapa após destruí-los.

Quanto à energia, você pode aumentá-la comendo frutas de árvores, que você derruba com o arco e flecha, assim como comer rabos brilhantes de lagartos que ficam nos save points para aumentar seu grip (força para agarrar-se a estruturas, fator CRUCIAL nos combates colossais). Um detalhe é que eu só fui descobrir isso tudo DEPOIS de ter derrotado todos os 16 colossos!! AUEHAUEHAUEHAUEH Valeu pelo aviso tardio, Max. Eu sou hardcore mesmo \,,/

Colossos são criaturas que na maioria das vezes intimidam e não demonstram seus pontos fracos facilmente.

Quando do primeiro encontro com um colosso, o jogador é presentado com cutscenes dos locais corretos onde se travam as batalhas e com as visualizações das gigantescas criaturas que terá que derrotar. Na grande maioria das vezes, você deve usar o ambiente ao seu redor para conseguir algum tipo de vantagem sobre o colosso e assim, chegar em seu ponto fraco, carregar a espada no limite e assim fazer o sangue negro jorrar.

As lutas ÉPICAS do jogo deixam o jogador pensar em como derrotar os gigantes.

Normalmente, os colossos têm pontos fracos, que são marcados com símbolos azuis que brilham sob os pêlos do gigante quando Wander empunha a espada. Você pode usar a espada contra o sol pra ajudar a localizar tais pontos, haja visto que muitos deles estão em locais inicialmente não perceptíveis para o jogador, principalmente nos 6 últimos colossos.

Use a espada para tentar ver onde estão os pontos fracos.

 Durante as batalhas, você pode se agachar com R1 em alguns pontos mais estáveis do gigante para recuperar HP e sua barra de força… agarrar-se aos pêlos e não cair quando o colosso se mexe é parte de cada luta e emociona quando conseguimos chegar ao cúmulo de dar a última estocada em cada um deles. Alguns colossos, como os maiores e mais lentos não lhe atacam diretamente. Você deve atirar flechas ou assobiar para chamar sua atenção para então fazê-los vir em sua direção.

As apresentações dos colossos impressionam tanto na movimentação, quanto na riqueza dos detalhes dos gigantes.

Colosso após colosso, você percebe que a energia negra de cada um deles penetra em Wander, fazendo-o perder a consciência e ser misteriosamente transportado de volta ao santuário inicial para receber orientações de Dormin sobre o próximo inimigo… e vê-se que o próprio Wander começa a ficar mais e mais escuro, mais sombrio a cada colosso derrotado. Isso é um fato interessante porque te faz pensar: “Os colossos viviam quietos numa terra isolada onde uma entidade antiga teve sua alma selada e dividida em cada um deles. O que será que acontece quando eu matar todos?” Isso também me motivou muito a jogar o jogo até o fim.

Conseguir escalar o gigante e achar seu ponto fraco é um desafio constante, mas não repetitivo. As lutas são muito diferentes entre si.

 Depois de muito explorar, matar colossos, comer frutas e rabos de lagartos, você se acostuma com o fato de que, invariavelmente, algo muito ruim vai acontecer… É impressionante a atmosfera sombria que certas lutas com os colossos proporciona. Você fica desesperado à medida em que percebe que os colossos ficam cada vez mais e mais agressivos e espertos.

Atire nele para que ele venha voando até você, tentando te derrubar na água.

A luta com o primeiro colosso voador promete MUITA emoção. Pule nas pelagens das asas para alçar vôo em meio à chuva e sobre um lago enorme. Difícil não notar a música que embala essa batalha. Também dignas de nota são as batalhas contra os colossos pequenos, em forma de cães (ou o que quer que sejam). São rápidos e extremamente agressivos. Você deve descobrir maneiras de quebrar suas armaduras e então revelar os locais dos pontos fracos.

Esse danado me levou HORAS pra descobrir como derrotar...

Enfim… só jogando esse clássico até o fim para experimentar uma das melhores jornadas que o PlayStation 2 pode proporcionar. Eu mesmo não me recordo de ter tido tanta satisfação em derrotar cada um dos colossos e de presenciar o FINAL ÉPICO do jogo, em meio a uma soundtrack majestosa. Coloco aqui o torrent para download desta OST magnífica, composta por Kow Otani, em mp3 @ 320kbps: http://thepiratebay.org/torrent/4365121

Wander gritando pro colosso: "SILENCE. I KILL YOU!"

Comentem sobre esta obra de arte, que será relançada em High Definition junto com seu predecessor (será mesmo?) ICO para o PS3 muito em breve. Até a próxima!

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Análise – FINAL FANTASY X-2 (PS 2)

Bom, depois de um longo tempo sem postar por aqui, venho aqui falar em nome deste ótimo game injustiçado do ps2. Muita gente torceu o nariz pra esta sequência direta (o primeiro jogo da série a sê-lo) só pelo fato de você jogar com as 3 garotas protagonistas da trama. A GRAÇA TÁ JUSTAMENTE NISSO, porra!! Claro que tudo que eu comentar aqui só faz sentido se você jogou FF X (se vc não jogou, vá jogar, zere e depois venha ler o resto do artigo pra não ficar com cara de cu)…

Três menininhas do amor...!

Dois anos após a batalha com Sin e a desparecimento da Fayth, e com ela, de Tidus, Yuna se vê numa batalha pessoal para descobrir o paradeiro do seu amado, enquanto lida com o fardo de ter sido responsável pela atual paz de sua terra. Como uma ex-High-summoner, os Aeons não estão mais à disposição, e agora ela é uma Caçadora de Esferas, junto com sua fiel escudeira Rikku, e a misteriosa Paine. Tais esferas escondem informações preciosas sobre eventos que aconteceram no passado do planeta, inclusive sobre o possível paradeiro de Tidus. Ela se junta aos Gullwings para procurar por estas esferas e daí inicia uma nova jornada…

A gatíssima e poderosa Paine

A cômica e espontânea Rikku

A sensível e apaixonante Yuna

Encontrando as tais esferas, Yuna começa a descobrir mais sobre o passado do planeta, e fica sabendo que espíritos antigos com problemas inacabados estão causando problemas para a terra, desde as disputas entre a Youth League e a New Yevon, até o aparecimento de monstros extremamente fortes. Com a ajuda da tripulação da nave Celsius, as Gullwings buscam as soluções para os mistérios antigos e se metem nas mais INCRÍVEIS confusões (de fato!), enquanto tentam descobrir mais sobre Shuyin e Lenne, duas pessoas cujos destinos estão intimamente relacionados ao destino de todo o mundo onde vivem…

Uma das cenas das esferas: parecem Tidus e Yuna... mas serão mesmo eles dois?

Levada a crer que Tidus ainda está vivo por causa da aparição de Shuyin na esfera que a fez se tornar uma caçadora de esferas, Yuna começa a descobrir as implicações de sua busca… e como ela pode ajudar a pôr ordem na bagunça que lenta, porém ineroxavelmente, toma forma em todos os cantos. Daí é missão que não acaba mais! SIDEQUESTS FTW! o/

Você controla Yuna nas navegações pelos locais que visita. Encontros aleatórios são necessários pra você se fortalecer pra se manter no game, por isso, nada de correr, menininha. =P

Você controla Yuna nas navegações pelos locais que visita. Encontros aleatórios são necessários pra você se fortalecer pra se manter no game, por isso, nada de correr, menininha. =P

É aquela estória: você joga com as 3 meninas no time. Mas nem por isso é um game de menininha. Muito pelo contrário: é tiro, porrada, espadada, cacetada pra todo lado. Procurando pelas esferas, você encontra as Dresspheres, que são basicamente uniformes irados com jobs (que você pode upar e masterizar, ganhando novas habilidades e golpes, etc.), ao estilo do saudoso FF V). Fora que o estilo turn-based volta em grande estilo, depois do sistema “estranho” que FF X inaugurou, o que deixa o game com um feel bem natural para os fãs dos games da Square.

As 3 garotas descem a porrada OLD SCHOOL mesmo. As animações são SOBERBAS e não há delay de comandos.

 O bacana das Dresspheres, além de vc poder conferir as 3 gatas trocando de roupa em poses bastante supimpas (FAP³), é que você pode usá-las em cartas, denominadas Garment grids; as associações entre as dresspheres usadas podem conferir atributos especiais às garotas e ajudar bastante nos combates. Claro que equipamentos, armas, itens e acessórios ainda são fundamentais para sobreviver. Você pode customizar as meninas como bem lhe aprouver, com jobs iguais ou não, modificando seus atributos e mudando as formações de combate. O jogo tem até um jogo dentro dele, o Sphere Break (lembram das malditas cartas de FFVIII e FFIX? pois é, tem algo bem pior aueh). E você precisa aprender a jogá-lo pra concluir algumas missões e pegar itens fodas (como a Dressphere mais sexy do game: Lady Luck).

Você ganha os garment grids em Missões, como presente de alguns personagens do jogo e em baús escondidos... saber usá-los pode ser a diferença entre a vida e a morte.

As localidades do jogo são basicamente as mesmas de FFX; se vc jogou o primeiro, saberá se locomover com facilidade por aqui. Calm Lands, Zanarkand, Bevelle (que esconde uma dungeon com 100 andares, onde estão os inimigos mais poderosos do game…), Besaid Island e todos os outros lugares importantes estão aqui. Em cada local do mapa que você acessa, deve realizar missões obrigatórias e pode encontrar também missões paralelas que podem te beneficiar com recompensas bacanudas como Garment grids, dresspheres, armas, armaduras e etc. É importante conversar com todos os NPC’s que puder para liberar as missões opcionais… o game tem 3 finais possíveis, e você vai precisar pelo menos jogá-lo DUAS VEZES para assistir ao final REAL.

Os bosses continuam sendo desafios dos ridiculamente fáceis aos estupidamente invencíveis.

À medida que você joga, você acompanha CG’s e cenas magníficas das garotas e do desenrolar dos acontecimentos: como todo bom rpg, há espaço pra drama, comédia, amor e tiração de sarro. As dublagens são excelentes, com legendas bem editadas. Em suma, é um game que pode agradar bastante os fãs da série, SE ELES DEIXAREM DE FRESCURA E PEGAREM A PORRA DO JOGO PRA CURTIR. Tem umas músicas e dancinhas bacanas, como mulher protagonista do jogo, ela tem todo o direito. Este jogo teve uma resposta tão boa no Japão que teve uma edição especial, com direitos a arena de monstros, editor de missões e algumas missões especiais… é o FF-X INTERNATIONAL +LAST MISSION, infelizmente só disponivel em japonga.

tipico de Japa lançar um game foda e guardar a cereja do bolo só pra eles ¬¬

No mais, é um jogo digníssimo da Square e merece ser esquadrinhado por qualquer fã de rpg que se preze. Vale a pena conferir todas as cenas e acompanhar a bela história da saga da ex-summoner em busca de um amor perdido e das implicações que esta busca traz pra o planeta onde ela vive. A trilha sonora do jogo é espetacular… com canções não-repetitivas e melodicamente agradáveis, que mantêm a atmosfera do que acontece com as personagens e mantém o plêier ligado no que acontece na tela. O roteiro é muito bem escrito, apesar de alguns clichês típicos de rpgs da Square, mas que são necessários pro desenrolar da trama.

Em suma, game recomendadíssimo!

Yuna é cantora de pop, WTF DUDE?

GRÁFICOS: ****-

TRILHA SONORA: *****

JOGABILIDADE: ****-

REPLAYBILITY: ****-

DIFICULDADE: ****-

Análise: Batman Begins (PS2, Game Cube, Xbox)

Game: Batman Begins
Plataforma: Playstation 2, Game Cube, Xbox
Gênero: Ação
Ano: 2005
Produtora: EA Games
Jogadores: 1
Save: Sim

Valeu galera que se liga no que é da galera! Ptz já comecei me achando o Evandro Saad. Mas foda-se, tu nem deve fazer idéia de quem eu to falando. Evandro Saad é uma celebridade [carece de fontes] que apresentava ou apresenta ainda programa regional em Florianópolis. Mas vamos ao que interessa antes que eu acabe não postando mais porra nenhuma nessa fita.

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Plataforma:  Playstation 2
Gênero:  Luta
Ano: 2007
Produtora: Playmore/SNK

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