Análise: God of War III

Enfim no FTW, a resenha do jogo mais esperado pelos proprietários de PS3 desde Metal Gear Solid 4. Mas God of War 3 é tudo isso mesmo? Confiram.

Pra começar, vamos ao início da saga: God of War foi lançado em 2005 e foi sucesso absoluto. Não era nem de longe um game original, exceto pelo fato de seu enredo ser baseaado em mitologia grega, o jogo é um emaranhado de clichês. Tudo o que há de bom em por aí se fez presente: uma jogabilidade bastante simples, sexo, violência mais do que acentuada (o jogo é um banho de sangue mesmo), história envolvente, um protagonista fodão que destrói tudo e todos que estão em seu caminho e tudo isso apresentado com gráficos maravilhosos (possivelmente os melhores de PS2 até então) e uma trilha sonora mais do que empogante. Não tinha como dar errado. Não muito tempo depois foi lançado God of War 2 que conseguiu ser ainda melhor do que o primeiro, coisa rara nesse tipo de caso. Aqui tem uma ótima análise dele feita pelo Batera: https://ftwgames.wordpress.com/2009/06/16/analise-detalhada-god-of-war-ii-ps2/ , esse jogo deixa ainda mais evidente a qualidade do primeiro, visto que o foi  programado em cima da mesma engine do anterior, apesar de ter sido lançado dois anos depois. Ainda foi lançado God of War:Chain of Olympus para PSP, mas esse não vem ao caso agora.

Desde que God of War 3 foi anunciado (nem lembro mais quando foi, já faz tempo pra caralho), já gerou um espectativa da porra e agora percebe-se que ela foi atendida. Ao iniciar o jogo aparece uma intro bem longa mostrando em flashes o que aconteceu nos jogos anteriores, se você não jogou algum vai tomar spoiler no cu, pois não dá pra cortar na primeira vez.

A primeira treta, nas costas Velha Gagaia é animal!

Em GoW3, Kratos continua puto com Zeus e quer foder todo o Olimpo, pra isso ele tem a ajuda de Gaia que também quer se vingar do barbudo lazarento pela derrota na guerra contra os Deuses do Olimpo, mas logo no começo o carecão descobre que só estava sendo usado por Gaia e aí fica praticamente sem ajuda nenhuma, a não ser por Athena, que pra variar descolar uma arma nova (que de nova não tem porra nenhuma, é a mesma que tem em todos os jogos e só muda de nome) e depois só vai ser relevante final da história. Nesse jogo há muito mais personagens do que nos anteriores e consequentemente, várias referências à mitologia também, o que torna a trama muito mais envolvente apesar de não haver nenhuma surpresa, como já era de se imeginar.

Nemean Cestus, YEAH!

A jogabilidade mudou pouco, agora Kratos usa 4 armas básicas além da Blade of Olympus que só aparece quando se usa a Rage of Sparta com L3 +R3 (sim, também é a mesma bosta dos anteriores, só que com outro nome), para selecionar as armas, usa-se o direcional digital e cada uma está atrelada à alguma magia, ou seja: cada magia só pode ser acionada quando a sua arma correspondente está selecionada. Na tentativa de deixar a jogabilidade mais complexa, também há um comando para fazer uma troca de armas mais rápida, quase como em Devil May Cry, mas não tão complicado e nem em sonho tão eficiente. As armas também deixam um pouco a desejar, pois das quatro básicas, três são bem parecidas: apesar da aparência e movimentos diferentes, a mecânica é igual, há a impressão de que todos os golpes poderiam ser feitos com qualquer uma das três, pois todas consitem em alguma cordinha com alguma porra presa na ponta. a outra arma é adestruidora Nemean Cestus, duas luvas em formato de cabeças de leão que arregaçam, mas mesmo essa também pode ser estendida com uma correntinha. Os outros movimentos continuam iguais, direcional analógico direito para esquivar (o movimento de esquiva varia dependendo da arma), L1 pra defesa e talz, a maior diferença fica por conta da barra de item (amarela) ela serve para utilizar o arco de Apolo que eu não preciso explicar, a cabeça de Helios (um mix de lanterna e Lens of Truth) e as botas de Hermes e Renato que servem para Kratos ficar mais rápido e andar pelas paredes, tipo o Dante em Devil May Cry 3, ao contrário da barra de magia, essa se recarrega automática e rapidamente após o uso. Apesar de todas as frescuras, no final das contas o bom e velho quadrado, quadrado e triângulo acaba resolvendo quase tudo.

Na maioria das vezes não dá pra perceber de cara se é CG ou imagem do jogo.

Graficamente God of War 3 é um tanto controverso, os Cenários são magníficos, mas também são bem escuros, não sei se por esse tipo de ambiente ser mais fácil de trabalhar ou para dar uma atmosfera mais sombria mesmo ao jogo, mas a verdade é que eu preferia que tivesse mais ambientes claros no jogo, seria legal um pouco de contraste. Nos personagens acontece algo estranho também, alguns como Hermes, Pandora e especialmente Kratos são excepcionalmente bem trabalhados, já outros parecem ter sido feitos às pressas, Zeus tem a barba horrível, com dreadlocks bem mal feitos e seus ombros com estremidades quadradas que chegam a me lembrar Tekken 3 e Hera (principalmente o rosto dela) parece ter saído de algum jogo mediano de PS2. Apesar desse deslize, no geral os gráficos são fantásticos, mesmo com 30 inimigos na tela o Framerate não cai nem fodendo. É o tipo de jogo em que se torce pra câmera aproximar mais a imagem para se poder ver melhor os detalhes.

Mentiu pro Kratos? Vai perder a cabeça...

Ao chegar aqui você deve estar imaginando porque esse jogo é tão aclamado assim se aparentemente não há nada de original nele. Pois é, não há. E também não é preciso, God of War tem só uma coisa que faz dele um jogo especial e é justamente o fator mais importante ao se avaliar um jogo: a DIVERSÃO. Como é legal jogar esse negócio, principalmente pra quem gosta de um sanguinho. Todo tipo de atrocidade está aqui: Inimigos decapitados de várias formas diferentes, pernas decepadas, olhos furados/arrancados, pescoços torcidos, espinhas quebradas, corpos destripados e muito mais. Fora a ‘fase’ do voo que apesar de muito parecida com a última fase de Super Star Wars: The Return of Jedi de Snes, também é bem legal.

Resumindo: God of War 3 não vai mudar a vida de nenhum jogador como Super Mario Bros ou Street Fighter II fizeram. Não vai criar nenhum conceito novo como Metal Gear e GTA criaram. Não vai fazer você refletir sobre algo (não to lembrado de nenhum exemplo agora, mas foda-se) e nem muito menos vai te ensinar alguma coisa, no máximo vai te despertar algum interesse sobre Mitologia Grega (e aí você vai ver que tem muita coisa “errada” no jogo, hehe). No entanto, além de extremamente divertido, esse jogo eleva os padrões gráficos a um outro nível, várias empresas (a Nintendo não, pois ela não liga pros gráficos) tentarão chegar a esse nível de excelência e com isso nós jogadores só temos a ganhar. Nem de longe é um jogo que por si só faz valer a pena a compra de um PS3, mas mostra que as possibilidades do console da Sony ainda estão muito longe de serem totalmente exploradas.

12 Responses to Análise: God of War III

  1. Max Carnage disse:

    Porra Ismar, que resenha do caralho! Conseguiu falar a real sem ficar só pagando pau pro game como muita gente fez. Inaugurou a tag PS3 com chave-de-ouro

  2. gui disse:

    não curto God Of War , mitologia é um troço idiota.

  3. Smarnoff disse:

    Na real esse jogo tá para os games como Avatar tá para o cinema, que o cara gostando ou não, tem que assistir. Qualquer um que ao menos ver esse bagulho rodando numa tv legal vai ficar muito mais exigente com games.

  4. diegobatera disse:

    agradeço a nobre referência do colega espartano. Bela resenha e foi objetivo sem excesso de babação pra porra nenhuma. Podia ter comentado mais sobre as jogabilidades das novas armas e magias, mas no geral tá bem informativo. Gostei!

  5. Matt disse:

    TOO
    MUCH
    HYPE

    Joguei a demo até o fim, o que mais me impressionou foi o movimento da câmera… cinema puro.

  6. ony2005 disse:

    Pessoal pra quem curti esse lance de Mitologia, foi postado no site jovem nerd um podcast bem humorado tratando desse assunto, escutem lá, acho que vocês vão gostar!

    http://jovemnerd.ig.com.br/categoria/nerdcast/

    PS: O jogo é fantastico, sem mais!!!!

    PS2: Me visitem no Clictec, é só clicar no meu nick. Abraços!!!

  7. milton disse:

    esse jogo é o melhor do mundo.Ele é todo baseado na mitologia isso é o que faz dele ser o melhor jogo do mundo

  8. victor disse:

    Gow III é um jogo que não se co,mpara a nenhum outro na atualidade. é o melhor game já criado, com jogabilidade fantástica e uma introdução nunca vista. Então, e é um puta jog, que impõe respeito em qualquer jogo de xbox 360.

  9. Gustavo M disse:

    Eu na minha parte adrei o good of war 1 2 3 paresendo real.e se ele fose real queria que dissese OS SOUDADOS VAO E VEM MAS OS GUEREIROS SAO ETERNOS

  10. Daniel disse:

    eu já fis final no god[of]war 123 duas vezes cada um

  11. Daniel disse:

    eu gosto muito de jogar esse jogo eu nem consigo dormi direito só fico pensando nesse jogo. jogo domingo,segunda,tersa, kuarta ,kuinta,sesta,sábado.

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